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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Os 7 “espíritos” que não são de Deus e seu significado

Psicologismo
O psicologismo, no contexto da fé, é aquela atitude ou tendência de reduzir os fenómenos místicos ou religiosos a aspectos unicamente psicológicos. Significa que uma pessoa defensora e praticante desta mentalidade tem facilidade em determinar que “é psicológico” quando se depara com certas vivências da fé mais carismáticas, ou que envolvem a crença na operação milagrosa de Deus. Este “espírito” ou mentalidade, com certeza, é um dos “movimentos de pensamento” de que fala o Santo Padre, os quais estão muito ativos no mundo e penetraram mesmo na Igreja. Por exemplo, o psicologismo impede um ministro ordenado de ter um maior cuidado pastoral na análise das situações e consequente justo esclarecimento e educação na verdade. Pode até ofender os sentimentos religiosos de algum fiel com aquilo que é uma apreciação apressada e psicologista da(s) vivência(s) mística(s) do fiel leigo; Este “espírito” tem a capacidade de minimizar/relativizar/eliminar o carácter transcendente da fé e fazê-lo cair no esquecimento.

Subjectivismo
O subjectivismo, dentro da Igreja, caracteriza-se por uma maneira de pensar – e de agir – que não se coaduna com a aceitação plena da Verdade revelada por Deus, e, por conseguinte, prejudica grandemente a obediência da fé. Este “espírito” ou mentalidade está muito relacionado com a autojustificação e com uma visão individualista e acomodada dos sagrados mistérios, incluindo a vontade de Deus. Significa que uma pessoa abrangida por esta corrente ou movimento de pensamento, tem tendência para fazer pouco caso da objectividade da fé ou de alguma doutrina do Sagrado Magistério, por exemplo, interpretando de maneira individualista os aspectos fundamentais e concretos para os acomodar à sua própria vontade. Isto acontece através da atitude, muitas vezes já entranhada e quase espontânea, de desvalorizar a importância dalguma verdade de fé, ou elemento de santidade ou mesmo a vontade de Deus – sendo estes expressos infalivelmente pela Revelação e estabelecidos pelo magistério do Santo Padre, através do Catecismo ou de Exortações, por exemplo –, vontade de Deus que tal pessoa “subjectivista” não procura conhecer profundamente, ou não aceita com todo o coração nem obedece.
Este subjectivismo tem a sua origem na corrente filosófica com o mesmo nome, a qual é altamente promovida por diversos ideólogos e pensadores na sociedade moderna. O forte deste “espírito” é a diluição e destruição da Verdade divina, concreta e objectiva, através da relativização, não dos ínfimos pormenores, mas do seu carácter absoluto enquanto verdade verdadeira, semeando incongruências e obstruindo a específica e emergente frutificação da doutrina cristã.

Relativismo
Este é o movimento de pensamento que o Santo Padre Bento XVI mais tem tentado combater, porque engloba e permeia outros “espíritos” com os quais está intrinsecamente ligado, como por exemplo o subjectivismo. No seio da Igreja, o relativismo tem prejudicado muito o crescimento na fé, a defesa e o enraizamento das verdades no coração de muitos cristãos, por causa da sua força de propagação tentacular aliada às mudanças sociais e políticas. Uma das consequências é o relativismo moral. Por exemplo, perde-se o sentido de pecado (o pecado deixa de ser pecado) e cresce a ideia de que “é normal e inocente”, e por causa da habituação da consciência a este liberalismo descontrolado vai-se embora o desejo de perfeição cristã, a busca da santidade e o sentido da penitência. Este “espírio-mestre” está muito activo no mundo e é grandemente aceite e desejado nas altas esferas intelectuais e tem contagiado muito boa teologia e pastoral.

Modernismo
O modernismo, no contexto cristão, é a busca e o acarretar para dentro da Igreja de tudo o que é modernamente defendido, promovido e que está na moda, seja a nível intelectual, político ou a nível teológico e de costumes cristãos. Não se trata de uma mentalidade isolada das demais acima expostas. Pelo contrário, é a totalidade de todas as partes, é o “espírito total”, o nome universal das várias mentalidades e correntes de pensamento adversas inclusive à sagrada Tradição. Em suma, citando o Papa São Pio X, é a “síntese de todas as heresias”. Entre outras coisas, algumas das quais já analisadas, o modernismo procura a rutura com os dogmas, com a infalibilidade do Papa e com o poder da Hierarquia, visando a implantação de um protestantismo liberal. Este “espírito total” engloba o progressismo defendido por teólogos como Leonardo Boff e Hans Kung.

Racionalismo
O racionalismo, no seio da Igreja, é a mentalidade e a atitude de dar primazia à razão, deixando pouco ou nenhum espaço à atuação e fecundidade da fé. Também tem sido muito combatido pelo Santo Padre. De entre todos os “espíritos”, este é o mais daninho, rebelde e impulsor dos demais. Na realidade é o ignitor e propulsor de todos, é o pai, por assim dizer, e é o mais destrutivo, porque além de prejudicar a fé também se limita a si mesmo, isto é: pelo uso absolutista da razão inviabiliza a própria verdadeira razão pura e equilibrada. Este “espírito” tem origem na corrente filosófica com o mesmo nome e as suas potências, entre outras, são: negar ou questionar a existência de milagres; afirmar que Jesus não fez milagres; defender que os textos dos evangelhos são unicamente uma composição simbólica e metafórica; asseverar que Jesus não ensinou um conjunto de verdades doutrinais estabelecidas para serem cridas e assimiladas; expor que Deus não criou o universo nem as leis físicas, foi uma “explosão” quem o fez; garantir que a solução para o sofrimento está na própria pessoa, etc. etc.

Funcionalismo
O funcionalismo não é tanto uma mentalidade ou “espírito” ativo, mas a consequência da ação de outros. No âmbito cristão, caracteriza-se pela redução da vida cristã aos seus aspectos funcionais, ou seja: as diversas funções em si mesmas, executadas ou não com elevado rigor, mas sem o necessário alimento da autêntica piedade e devoção. A causa principal e imediata está no enfraquecimento da fé em Cristo e na não adesão à doação incondicional de si mesmo a Deus e ao amor fiel e ardente pelo Espírito. Significa que um cristão, por exemplo um presbítero, que esteja nesta situação vive a sua vocação de uma maneira superficial, sem aquela fé viva e contagiante; por isso não consegue comunicar santidade aos outros nem exercer o seu múnus pastoral no sentido de aproximar as almas de Deus, visando a cura e a santificação. Age antes, maioritariamente, como se fosse apenas um funcionário de uma instituição, o qual cumpre as suas funções profissionais. Trata-se então com certeza de um problema de conversão, conforme ensina a Igreja e que é sempre bom todos recordarmos. Se não há conversão, não há verdadeiro cristianismo, embora se possa presumir muito e aparentar muito.

Milagrismo
Como o próprio nome indica, a sétima e última mentalidade nesta exposição está relacionada fundamentalmente com a avidez de ver milagres, sinais e prodígios, como fonte garantizadora de uma fé que se busca a si mesma. Portanto, antes de mais, é um “espírito” pertencente ao outro extremo do espectro mas que é igualmente nocivo. Não se trata de um aspecto prático, de desejar a comprovação visível de um acontecimento no momento inacreditável dadas as circunstâncias, como o foi para São Tomé a recente ressurreição de Jesus, por exemplo. Tampouco é aquela ingenuidade que caracteriza algumas almas muito sinceras e que enchem de ternura o Rei dos reis, as quais conseguem ver milagres, por exemplo, na manifestação de algum fenómeno natural sem, contudo, ter qualquer ligação com o significado que se lhe pretende atribuir. Ao contrário destas duas situações, o milagrismo é um “espírito” que se situa a um nível preternatural diferenciado, porque age prejudicialmente na alma, ou seja: é nuclearmente materialista - “ver para crer e crer para ver”; consiste na ânsia de confirmação a posteriori de uma credulidade que é cega e egoísta, sem capacidade para ver em profundidade a realidade de Cristo e do próximo, na caridade e na virtude. Obviamente, possui vários graus de atuação, desde o mais subtil ao mais evidente. Significa, em suma, que uma pessoa movida por esta mentalidade geralmente busca a Deus, não por Ele mesmo e por puro amor, mas muitas vezes por aquilo que se designa “gula espiritual”, com base no sensacionalismo e na materialidade da existência.

Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

Cantando e rezando a caminho de Cabeça Boa


Num tempo e numa sociedade em que a secularização, o racionalismo e o esquecimento de Deus estão em grande força, deu-me no espírito de ir fazer uma caminhada de fé, sim, gozando de uma maior liberdade para cantar e rezar alegremente com toda a disponibilidade e predisposição psicológica para amar o Evangelho e a Igreja e louvar o Senhor com alegria! - o Senhor de todos os tempos e o Salvador de todas as almas que se deixam conduzir por Ele, o Bom Pastor. Porque a graça de Deus, a graça do Espírito Santo, como ensina a santa Igreja: é verdadeira e age em nós, não é apenas uma teoria. :-)

"Papa para ti" - o sítio na internet do nosso querido Sumo Pontífice

É a bonita página na web do Papa para ti, para mim e para todos. :-) Para aceder ao sítio é só clicar com o rato na imagem que se segue et voilá!   




Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

A ordenação do nosso novo bispo

 
:-) Aconteceu ontem, na catedral de Bragança, a tão aguardada ordenação episcopal de D. José Manuel Cordeiro. Foi um acontecimento vivido com grande alegria e sentido de comunhão e pertença a uma Igreja que está viva e que é amada por todos nós, cristãos, mas mais ainda pelo Senhor. Cada ordenação episcopal tem com certeza um tremendo valor e significado em todo o universo, porque é um sucessor dos Apóstolos da Igreja una, santa e também católica. Desta celebração destaco as seguintes palavras da homilia do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo:

"Desde os primeiros séculos, quando era ordenado um novo Bispo, a presença do maior número possível de Bispos na sua ordenação era garantia de que aquele Bispo que lhe era enviado, estava em comunhão com o Sucessor de Pedro e com todo o Colégio Apostólico: não era nem herege, nem cismático; professava a mesma fé , garante à Igreja a quem ele é enviado, a unidade na fé e no zelo por toda a vinha do Senhor."e guardava no seu coração o desejo ardente de comunhão com toda a Igreja. Hoje o próprio processo de nomeação de um Bispo, conduzido pelo Sucessor de Pedro, Cabeça do Colégio Apostólico"

Breves imagens do ambiente na catedral

Início da celebração